Em breve este blog estará com uma cara nova. Portanto, venho de antemão desculpar-me por quaisquer que sejam os erros que ocorrerem por aqui. Ainda estou trabalhando no novo ‘look’ do blog. Espero que apreciem.
Tem gente que me lê sem saber o que busca Tem gente que me lê sabendo que eu sou muitos Tem gente que me lê sabendo que finjo ser outros Tem gente que me lê simplesmente por vontade
Muita gente não sabe o que busca Muita gente é assim; como eu. Tem gente que não ama E tem gente com o coração como o meu Tem muita gente que não sabe Que tem gente que finge saber que sabe
Tem gente que busca o saber Através dos pensamentos de outrem Tem gente que constrói o saber E que o faz como ninguém
E toda essa gente faz parte do meu mundo No qual eu não me encaixo perfeitamente Seja ele raso ou profundo Mas vivo como um transeunte constantemente; Vivo como um animal in mundo.
De longe eu o observava Via em sua postura curvada, sentado sobre uma balde emborcado
O semblante de uma rapaz cansado, mas
Ele amparava em suas mãos um clássico da literatura A Divina Comédia do Dante Alighieri. Lia-o como quem devora um bom prato de comida após dias em fome. A sensação de vê-lo lendo, além de inesperada, fora inebriante. Senti múltiplas vontades, mas... Ele merece mais que um dia após o outro para se satisfazer. Ele merece mais que o raiar do sol para um bom dia de trabalho. Ele deliciava-se no prazer da irresponsável leitura. Ele tinha nas mãos as marcas de uma manhã de esforços. Ele tinha na mente a ventura de uma incansável viagem pelo desconhecido. Ele tinha fome e sede da incansável busca do infinito. Ele lia-o, ele apreciava-o; ele era como eu...