sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Palhaços da minha infância
Palhaços acrobatas,
Com saltos do outro mundo.
Palhaços sempre alegres,
Palhaços do além-mundo.
Palhaços no compasso
Do permanente não-embaraço.
Palhaços feitos de aço,
Palhaços que doam abraços.
Palhaços com o riso de fora
E a platéia se satisfazendo,
Mas ninguém sabe, picadeiro afora,
Que os palhaços são tristes por dentro.
Palhaço que ris de mim
Não sabes o teu triste fim?
Morrer em um picadeiro
Enforcado no cetim!
(I.A.M² - 10/12/2009)
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
sábado, 21 de novembro de 2009
Nota de rodapé
Uma das coisas mais complexas da natureza humana é apaixonar-se.
Ótimo!
Você se apaixona, morre de amores e não sabe o porquê.
Perfeito!
O que mais me intriga, hoje, é o fato de eu sentir a estranha, e desnecessária, necessidade de ir ao fundo do sentimento e descobrir uma razão, um motivo, uma explicação.
Paranóico!
Mas quando chego aonde quero, quando atinjo o meu objetivo, eu deveria deleitar-me nos prazeres do saber; mas, não.
Frustrante!
Antes era bom, antes era ingênuo, antes gozaríamos juntos dos prazeres do acaso.
Nostálgico!
Agora descubro na minha limitação de humano que as idéias básicas são bem simples.
Descubro que toda a complexidade implícita ao 'enamorar-se' é falsa: apaixonamo-nos pelos mais inertes detalhes, enfim, pelos mais perigosos deles.
Cool!
Se servir de sugestão: viva sem querer saber de tudo, isto torna o tudo tão diferente e interessante.
Ótimo!
Você se apaixona, morre de amores e não sabe o porquê.
Perfeito!
O que mais me intriga, hoje, é o fato de eu sentir a estranha, e desnecessária, necessidade de ir ao fundo do sentimento e descobrir uma razão, um motivo, uma explicação.
Paranóico!
Mas quando chego aonde quero, quando atinjo o meu objetivo, eu deveria deleitar-me nos prazeres do saber; mas, não.
Frustrante!
Antes era bom, antes era ingênuo, antes gozaríamos juntos dos prazeres do acaso.
Nostálgico!
Agora descubro na minha limitação de humano que as idéias básicas são bem simples.
Descubro que toda a complexidade implícita ao 'enamorar-se' é falsa: apaixonamo-nos pelos mais inertes detalhes, enfim, pelos mais perigosos deles.
Cool!
Se servir de sugestão: viva sem querer saber de tudo, isto torna o tudo tão diferente e interessante.
(I.A.M² - 21/11/2009)
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Sonhos (parte I)
Sonhei que andava num deserto
No qual chovia sem parar
Que mal fiz eu à água
Pra ela não querer me molhar?
Sonhei que eu contava piadas.
Sonhei que eu não sabia nadar.
Sonhei que eu caía de um prédio.
Sonhei que eu sabia voar.
Sonhei que eu pegava um trem
Sem saber para onde ir
E nele encontrei um palhaço
Mas ele não sabia rir.
Sonhei que eu andava de carro.
Sonhei que eu era um robô.
Sonhei que eu tinha um jardim;
Um jardim com uma única Flor.
Sonhei que eu era um velhinho.
Sonhei que eu não tinha ninguém.
Sonhei que eu era o bom moço;
E muitas vezes o mau também...
(I.A.M² - 15/11/2009)
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