sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Ontem






Ontem eu acordei
E me levantei para escrever.
A priori, não consegui.
A mente estava ocupada;
Pensando naquela Flor que pelo sol foi queimada.
Me indaguei sobre o meu queira-não-queira
E acendi o último cigarro da carteira.
Depois me perguntei, sem saber por que,
Se o que eu vejo é o que todo mundo vê.
O cigarro acabou,
Não obtive respostas
E o meu sono voltou.
É tão difícil dizer adeus para o ontem...

(I.A.M² - 09/01/2010)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Flagra


Flagrei meus olhos te namorando às escondidas.
Eles estavam dispersos, perdidos...
E encontraram em ti
Um recôndito de carinho e conforto.
Flagrei meus olhos te despindo
Em algum lugar na minha mente.
Era um manifesto inconsciente
Da minha luxúria em corpo presente
Me contando uma outra parte
Da minha minha estória e um corpo alvinitente.
Flagrei meus olhos te comendo.
Alimentavam-se de carícias, gestos e longos flertes.
Não os culpo, meus olhos, por agirem assim
Tão diferente.
Culpo, sim, a ti por estar em mim
Sempre tão presente.


(I.A.M² - 05/01/2010)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009





Lendo os traços de uma garota que cresce rápido,
Arrisco-me a dizer que a quero para a vida toda.
Rindo e conversando, ela me cura da patologia do cotidiano...
Yo soy muy grato por ti, embora meu espanhol seja muito ruim.

(I.A.M² - 29/12/2009)

Fome




O que faço é instinto;
Não minto.
O que sinto é instinto;
Não minto.
O que quero foi extinto;
Eu minto,
Funciono como um helminto
De um animal faminto.

(I.A.M² - 17/09/2009)