sábado, 16 de janeiro de 2010
Atrevimento
Quem algum dia
Já se atreveu
A despertar em alguém
Um sentimento. (?)
Que me diga, então,
Qual o segredo
Para tal
Atrevimento.
(I.A.M² - 29/12/2009)
Janela aberta
Joguei minhas obras pela janela
Para nunca mais voltar a vê-las,
Mas o vento camarada sempre as trás de volta
Nem que seja, somente, o doce perfume
Daquela carta já esquecida.
Joguei minhas obras pela janela
Para nunca mais voltar a lê-las,
Mas o tempo camarada sempre me faz lembrar das letras dispersas
Onde, uma dia, eu assumi ser merecedor de amor algum.
Joguei minhas obras pela janela
Para nunca mais pensar em escrever,
Mas a vida, essa sim, nada camarada
Continua com as suas peculiaridades...
(I.A.M² - 12/01/2010)
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Ontem
Ontem eu acordei
E me levantei para escrever.
A priori, não consegui.
A mente estava ocupada;
Pensando naquela Flor que pelo sol foi queimada.
Me indaguei sobre o meu queira-não-queira
E acendi o último cigarro da carteira.
Depois me perguntei, sem saber por que,
Se o que eu vejo é o que todo mundo vê.
O cigarro acabou,
Não obtive respostas
E o meu sono voltou.
É tão difícil dizer adeus para o ontem...
(I.A.M² - 09/01/2010)
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Flagra
Flagrei meus olhos te namorando às escondidas.
Eles estavam dispersos, perdidos...
E encontraram em ti
Um recôndito de carinho e conforto.
Flagrei meus olhos te despindo
Em algum lugar na minha mente.
Era um manifesto inconsciente
Da minha luxúria em corpo presente
Me contando uma outra parte
Da minha minha estória e um corpo alvinitente.
Flagrei meus olhos te comendo.
Alimentavam-se de carícias, gestos e longos flertes.
Não os culpo, meus olhos, por agirem assim
Tão diferente.
Culpo, sim, a ti por estar em mim
Sempre tão presente.
(I.A.M² - 05/01/2010)
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